quinta-feira, 23 de março de 2017

Uma questão de escolha

Não podemos mais tocar nas vestes de Jesus (literalmente), mas o Senhor não permitiu que ficássemos desamparados com a assenção do nosso Redentor. Além de nos enviar, da parte de Deus, o Espírito Santo, que nos consola, nos instrui e nos protege, também nos permitiu herdar a fé dos patriarcas (Mais um dom de Deus). O dízimo é prova de temor fidelidade e fé, por isso mesmo a melhor maneira de resguardar o que de Deus temos, para garantirmos a continuidade de nossa provisão à proporção das referidas práticas. Lembre-se entretanto que o dízimo não é o caminho para salvação, pois Jesus o é; e muito menos a única condição para recebermos bençãos. Além do livro de Malaquias, que como vimos, nos esclarece que dar o dízimo não é a mensagem contida nos textos sagrados deste livro, podemos nos convencer desta verdade ao lermos o clássico versículo sobre este assunto que se encontra no livro do evangelista Mateus no capítulo 23 e verso 23 (Mt. 23:23), onde o Mestre coloca os que entendem que apenas o dízimo pode resolver problemas de prosperidade e comunhão, como hipócritas, pois que se deve cuidar de entregar o dízimo, mas, mais importante são as práticas da justiça do amor e da fé; devendo se praticar ambas as coisas.

Apesar de se notar que um praticante regular do ato de dizimar geralmente constitui-se em um crente fiel à Deus, não podemos estabelecer isto como regra, pois que todo cristão verdadeiramente fiel irá dizimar, mas nem todo o que dizima é um cristão fiel. visto que muitos tem aprendido de forma errada, sobre este importante fator de provisão à obra do Senhor, chegando a acreditar, por mal informação, que o dízimo lhe suscitará o direito de cobrar de Deus alguma atitude. Nem o dízimo e nem nada que exista ou venha a existir neste Universo, poderá servir ao homem como uma ferramenta que o dê tais condições, muito menos um mandamento constrangedor que influencie o homem a "dar dinheiro para Deus" (Deus não precisa de dinheiro).

O dízimo faz parte de uma aliança proposta por Deus, onde uma condição classifica o homem a ter o seu dízimo aceito: "Que o homem volte-se pra Deus e ande em santidade na sua presença", tendo como consequência a liberação das prometidas bençãos: (Ml. 2:5,6;3:7;3:10-12). Assim, dizimar torna-se uma questão de livre escolha, como tudo no reino de Deus, onde nunca houve e nunca haverá obrigação. 

Como toda a aliança, esta, revelada no livro do profeta Malaquias, constitui-se em promessas e deveres, onde a questão central não é a prática regular do dízimo, mas a restauração da santidade do povo. O povo deveria escolher se voltar para Deus, onde a prática santa e correta do ato de dizimar, evidenciaria, comunhão e santidade, ou continuar no estado em que estava, e provar da sua ira (Ml. 1:6-8; Ml 3:5). 

Pode-se em fim afirmar que na maioria dos casos, o fiel dizimista, que pratica o seu ato de forma santa e correta, tem entendido o Plano de Salvação de Deus e cumprido em tudo a sua vontade, e não apenas no tocante ao dízimo. Pois sua fé é consciente e madura, dando assim evidências e testemunho de fidelidade em todos os deveres cristãos e não apenas em dar dízimos.