segunda-feira, 16 de janeiro de 2017

A casa do tesouro

Quando no poço de Jacó, Jesus disse à mulher samaritana: "Mulher, crê-me que a hora vêm, em que nem neste monte nem em Jerusalém adorareis o Pai. Vós adorais o que não sabeis; nós adoramos o que sabemos, porque a salvação vem dos Judeus. Mas a hora vêm e agora é, em que os verdadeiros adoradores adoraram o Pai em espírito e em verdade, porque o Pai procura os tais que assim o adorem. Deus é Espírito, e importa que os que o adoram o adorem em Espírito e em verdade." (Jo. 4: 21-24), fica claro que Jesus não exclui os templos da obra de Deus, nem de seu plano de salvação, mas revela que há um grupo seleto de adoradores. O que se quer dizer com o que está escrito em Malaquias 3, verso 10 "Trazei os dízimos e as ofertas à casa do tesouro...", é que o templo construído por Salomão era o único lugar de adoração, e por isso o único lugar para se entregar dízimos e ofertas, e que uma vez destruído tal templo, não há mais "Casa do Tesouro"; logo, sessa-se o dever de dizimar. Isto não passa de mais um argumento de quem não quer ter compromisso com o Senhor; esses também não amam a Obra de Deus, e questionam tanto a legitimidade do ato de dizimar, quanto a idoneidade, dos ministérios que o praticam, chegando a insinuar leviandade de muitos ministros do evangelho, que andam na presença de Deus e pregam e praticam a Verdade. Lembro no entanto a estes, que "Quem fala mal de um irmão e julga um irmão, fala mal da lei e julga a lei; e, se tu julgas a lei, já não és observador da lei, mas juiz. (Tg. 4:11). Ora chega ser irracional, crer que por ter sido destruído o templo construído por Salomão, não deva haver mais templo sobre a Terra, e por isso estaríamos livres do compromisso com o dizimo. Veja no verso "20 de Jo. 4; que aquela mulher faz menção a dois lugares tradicionalmente usados pelos samaritanos (Monte Gerezim) e pelos Judeus {Monte Moriá (Monte sagrado de Deus, onde aconteceu o sacrifício de Isaque e posteriormente escolhido por Salomão para a construção do templo)}. Vê-se claramente que a "Casa do Tesouro" era um lugar sagrado e de adoração, onde não somente se depositavam os dízimos e ofertas, como também a genuína fé, que norteia todo cerimonial do sacerdócio santo. "Templo", naquela conversa entre a mulher samaritana e Jesus, assim também como "Monte" aludiam a lugar sagrado e de adoração, e embora a visão daquela mulher estivesse limitada a estes dois lugares, entendemos pelo ensinamento de Jesus, que não é o lugar que torna sagrada nossa adoração, mas sim a verdade de nossas expressões quando adoramos (Em Espírito e em verdade)... Continua