domingo, 25 de dezembro de 2016

Tirando a máscara neopentecostal 4

...Dízimo não é um cheque pré-datado que possamos trocar no céu por toda sorte de bens materiais que desejarmos. muito menos uma arma que se possa apontar para Deus, obrigando-o a pagar nossas contas e nos dar empresas, mansões, carros importados, fazendas, contas milionárias etc.; poderá sim, estar perto de ser um passa-porte para o céu, mas, somente se associado a outras práticas relacionadas à mesma aspiração (Mt. 23:23). 

Só a pratica do dízimo, sem a observâncias dos preceitos, mandamentos e ordenanças de Deus, não nos habilitará a nada absolutamente. Sequer nossos dízimos e ofertas poderão ser por Ele aceitas, se não estivermos em comunhão e santidade em sua presença. A verdade precisa ser estabelecida, e para reforçar o que vem sendo dito, farei menção do livro do profeta Ageu, com a intenção de mostrar de forma mas clara, que não perdemos nossas bençãos apenas por não "dar dízimo". Uma pessoa que dá o dízimo, mas que deixa por exemplo de ajudar, quando necessário em uma campanha de evangelização, ou em um mutirão, que não coopera com o esforço comum da congregação, pode estar passiva de perder suas bençãos materiais.

Em Ageu 1: de 1 a 11, isto fica transparente, e se bem interpretado, acaba com esta mística de que o dízimo, é suficiente para a comunhão com Deus, como sugerem algumas pregações de prosperidade teológica. Leia: "No segundo ano do rei Dario, no sexto mês, no primeiro dia do mês, veio a palavra do SENHOR, por intermédio do profeta Ageu, a Zorobabel, filho de Sealtiel, governador de Judá, e a Josué, filho de Jozadaque, o sumo sacerdote, dizendo: Assim fala o Senhor dos Exércitos, dizendo: Este povo diz: Não veio ainda o tempo, o tempo em que a casa do Senhor deve ser edificada. Veio, pois, a palavra do Senhor, por intermédio do profeta Ageu, dizendo: Porventura é para vós tempo de habitardes nas vossas casas forradas, enquanto esta casa fica deserta? Ora, pois, assim diz o Senhor dos Exércitos: Considerai os vossos caminhos. Semeais muito, e recolheis pouco; comeis, porém não vos fartais; bebeis, porém não vos saciais; vestis-vos, porém ninguém se aquece; e o que recebe salário, recebe-o num saco furado. Assim diz o Senhor dos Exércitos: Considerai os vossos caminhos. Subi ao monte, e trazei madeira, e edificai a casa; e dela me agradarei, e serei glorificado, diz o Senhor. Esperastes o muito, mas eis que veio a ser pouco; e esse pouco, quando o trouxestes para casa, eu dissipei com um sopro. Por que causa? disse o Senhor dos Exércitos. Por causa da minha casa, que está deserta, enquanto cada um de vós corre à sua própria casa. Por isso retém os céus sobre vós o orvalho, e a terra detém os seus frutos. E mandei vir a seca sobre a terra, e sobre os montes, e sobre o trigo, e sobre o mosto, e sobre o azeite, e sobre o que a terra produz; como também sobre os homens, e sobre o gado, e sobre todo o trabalho das mãos. 

Observe que aqui, diferente de Malaquias, Deus não reclama os seus dízimos, mas a falta de compromisso com a obra física da igreja. Embora igualmente sob falsos argumentos, como o povo no contexto de Malaquias, aqui não havia indícios de apostasia, mas de descaso com a obra física do templo; o que configurava uma ambição imprópria, pelo que o povo edificava suas próprias casas e deixavam a "Casa do Senhor" em segundo plano. Nada indica neste contexto, que o povo estava inadimplente nos dízimos ou profanavam o nome de Deus com pecados imundos, muito menos que ofereciam coisas e animais imperfeitos no altar do Senhor ou coisa parecida, mas, parece que apesar de dizimistas, tiveram suas bençãos retidas e foram também castigados com severidade não por causa do dízimo, mas por causa da falta de compromisso com a obra de Deus. Continua...