segunda-feira, 12 de dezembro de 2016

Tirando a máscara neopentecostal 2

...Sabemos porquê a oferta de Caim não foi aceita por Deus, que usa seu profeta Malaquias para trazer de volta à memória de seu povo, a necessidade da santificação, sem a qual o homem estará reprovado diante de seu Criador para todos os fins, inclusive para dizimar. Nestes três primeiros capítulos do livro deste profeta, podemos aprender que a mensagem trazida, não tinha realmente o dízimo, como ponto central da exortação, mas a santidade de um povo que, à beira da apostasia, não deixava de dizimar, mas a prática de seus dízimoS não eram aceitas, assim como a oferta de Caim. 

Vimos no primeiro capítulo deste livro, além do declarado amor por Jacó, como já foi dito, pelo qual o Senhor não se demoveu de seus propósitos, e nem se desviou de suas promessas, feitas também a seus pais Abraão e Isac, que o Senhor assevera contra sacerdotes desleais que não cumpriam o seu chamado, e não faziam o que era sua obrigação, antes induziam o povo a pecar (Cap. 1:6-14; Cap. 2: 7,8), podemos entender também que o "roubar a Deus" (Cap. 3: 8,9), Não é literal mas representativo, pois retrata a prática, mais a prática escusa, desonesta  (Cap. 1: 7,8), o que também constitui 'roubo'.

No Capítulo 2, a exortação prende-se principalmente aos sacerdotes. Deus tece ameaça de severas punições, chamando seus servos à observância de seus preceitos e exemplificando diante destes a firme casa de Levi, com a qual fez aliança com os dízimos dos filhos de Israel e foi honrado por aquela casa sacerdotal, em contrapartida que aos que se dirigiu, o desonravam com todas as práticas já mencionadas.

Numa intervenção de amor, o Senhor lança mão de Malaquias para curar o seu povo, chamando-os ao arrependimento e correção de atitudes, quando no capítulo '3', antes de convidá-los a dizimar e ofertar, torna a alertar sobre o juízo vindouro (Vs. 1-3) e assevera: "Tornai-vos para mim e Eu me tornarei para vós, diz o Senhor dos Exércitos; mas vós dizeis: 'Em que haveremos de tornar? Roubará o homem a Deus? (Vs 7,8)". Nestes dois versículos nota-se claramente a situação apóstata daquele povo, que embriagado em seus atos, queriam convencer Deus de sua falsa religiosidade e de idoneidade, que estava longe de seus caráteres. Note-se que Suas ofertas eram reprovadas por seus pecados e pela desonestidade de seus atos. Por isto quando ouvimos a recitação de Malaquias. 3:10, nas celebrações do ato de dizimar nas igrejas, não devemos entender que podemos receber favor do Senhor, por entregar nosso dinheiro no altar. O que Deus ensina a seu povo à cerca do dizimo, neste livro, é que o povo reflita, se arrependa, se converta ao Senhor (Tornai-vos para mim), e então como um povo separado, escolhido e santificado, devolva o seu melhor para Deus e assim, possa participar da promessa do vs. 10... Continua...